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Tipos de reconstrução mamária: implantes, tecido próprio e técnicas combinadas.

A reconstrução mamária pode ser feita com implantes de silicone, com retalhos de tecido próprio (microcirúrgicos ou pediculados) ou combinando as duas estratégias. A escolha depende do biotipo, do tratamento oncológico e dos objetivos da paciente.

Categorias principais

3 grupos: aloplástica, autóloga e híbrida

Etapas médias

1 a 3 cirurgias com simetrização

Resultado final

Entre 6 e 12 meses após a última etapa

Cobertura

Lei nº 12.802/2013 garante reconstrução pelo SUS e ANS

Reconstrução aloplástica (com implantes)

Usa expansor temporário e/ou implante de silicone para devolver volume à mama. É a técnica mais utilizada no mundo, especialmente em reconstruções imediatas.

Pode ser feita em um tempo (implante direto) ou em dois tempos (expansor + troca por implante definitivo). A escolha depende da pele disponível, do plano cirúrgico e da expectativa de radioterapia.

  • Cirurgia menos invasiva e tempo operatório mais curto
  • Sem cicatrizes em áreas doadoras
  • Resultados muito naturais com implantes Motiva Ergonomix2®

Reconstrução autóloga (com tecido próprio)

Utiliza tecido da própria paciente (abdome, dorso ou glúteo) para reconstruir a mama. Os retalhos mais comuns são o TRAM e o DIEP (abdome) e o grande dorsal (dorso).

Resulta em mama que envelhece junto com a paciente, sem necessidade de troca futura de prótese. É a primeira escolha em pacientes que receberam ou receberão radioterapia.

  • Sensação e comportamento mais próximos do tecido natural
  • Resultado durável, sem necessidade de troca de implante
  • Cirurgia mais longa, com cicatriz em área doadora

Reconstrução híbrida

Combina retalho próprio (geralmente grande dorsal) com implante de silicone. É indicada quando o volume desejado não pode ser alcançado apenas pelo tecido próprio.

Permite reconstruir mamas maiores em pacientes magras, com bom equilíbrio entre naturalidade e projeção.

Indicações principais

  • Pós-mastectomia uni ou bilateral
  • Mastectomia profilática (mutação BRCA1/BRCA2)
  • Sequelas de cirurgia conservadora
  • Pacientes em reconstrução tardia após anos de mastectomia

Vantagens

  • +Variedade de técnicas para cada perfil clínico
  • +Possibilidade de simetrização no mesmo plano
  • +Resultado funcional e estético comprovado por décadas

Limitações

  • Pode requerer mais de uma etapa cirúrgica
  • Algumas técnicas exigem internação prolongada
  • Resultado final só é avaliado entre 6 e 12 meses

Perguntas frequentes

Qual técnica de reconstrução é a melhor?
Não existe técnica universalmente melhor — a escolha é individualizada conforme histórico oncológico, tratamento (cirurgia, quimio, radio), biotipo, pele disponível e expectativa da paciente.
Tenho direito à reconstrução pelo SUS ou plano de saúde?
Sim. A Lei 12.802/2013 garante reconstrução mamária imediata ou tardia para toda paciente que perdeu uma mama por câncer, pelo SUS e pela saúde suplementar.
É possível reconstruir as duas mamas?
Sim. Em mastectomia bilateral ou em casos profiláticos, ambas as mamas são reconstruídas, geralmente no mesmo tempo cirúrgico.
A reconstrução interfere no tratamento do câncer?
Não. Quando bem planejada, a reconstrução não atrasa nem prejudica quimioterapia ou radioterapia subsequentes.

Vamos conversar sobre o seu caso?

O Dr. Fernando Amato avalia cada paciente individualmente, considerando histórico oncológico, tratamento e expectativas estéticas.