Como o expansor funciona
O expansor é colocado vazio (ou parcialmente preenchido) no mesmo tempo da mastectomia ou em cirurgia tardia. Ao longo das semanas seguintes, recebe enchimentos com soro fisiológico em sessões ambulatoriais.
Esse processo distende a pele e o músculo de forma gradual e controlada, criando a 'loja' adequada para o implante definitivo. Quando o volume desejado é atingido, mantém-se um período de estabilização antes da troca.
Etapas do tratamento com expansor
- 1. Colocação do expansor no mesmo tempo da mastectomia (imediata) ou em cirurgia única (tardia)
- 2. Enchimentos seriados em consultório, a cada 1-2 semanas
- 3. Estabilização do volume por 2 a 3 meses
- 4. Cirurgia de troca pelo implante definitivo de silicone
- 5. Simetrização da mama oposta, se necessário
Quando o expansor é a melhor escolha
É indicado em casos com pele limitada após mastectomia, biotipos magros, ou quando há previsão de radioterapia adjuvante que possa comprometer um implante colocado diretamente.
Também é uma opção para pacientes que desejam aumentar o volume reconstrutivo em relação à mama original.
Indicações principais
- Mastectomia com pouca sobra de pele
- Pacientes magras com pele fina
- Necessidade de aumentar o volume previsto
- Casos em que se quer adiar a decisão sobre o implante definitivo
Vantagens
- +Distensão progressiva, mais segura para a pele
- +Permite ajustar o volume com precisão
- +Reduz complicações em pacientes irradiadas
Limitações
- −Exige idas regulares ao consultório para enchimentos
- −Cirurgia adicional para troca pelo implante definitivo
- −Algum desconforto temporário após cada enchimento
Perguntas frequentes
- Os enchimentos do expansor doem?
- Há um desconforto leve a moderado nas primeiras 24-48h após cada enchimento, controlado com analgésicos simples.
- Posso trabalhar durante a fase de expansão?
- Sim. A maioria das pacientes mantém rotina normal entre as sessões de enchimento, evitando apenas esforço físico intenso.
- O expansor pode ficar permanentemente?
- Existem expansores definitivos (Becker), mas a estratégia mais comum é a troca pelo implante de silicone após a expansão.
- Se eu fizer radioterapia depois do expansor, o que acontece?
- É preciso planejamento individual. Em muitos casos opta-se por concluir a expansão antes da radio, ou converter para reconstrução autóloga após o tratamento.