Prótese posicionada no mesmo tempo da mastectomia — quando cabe e quando não
Reconstrução com implante direto (DTI)
A reconstrução com implante direto (Direct-to-Implant, DTI) coloca a prótese definitiva já na cirurgia da mastectomia, sem passar por expansor. É a via mais rápida quando a pele e o tecido remanescente permitem — mas nem toda paciente é candidata.
Escrito por Dr. Fernando Amato. Revisado por Dr. Fernando Amato.
Como funciona
Após a mastectomia, o cirurgião plástico avalia a viabilidade da pele e o volume disponível. Se as condições forem favoráveis, posiciona a prótese em plano pré-peitoral (à frente do músculo) ou subpeitoral, geralmente com o auxílio de uma matriz dérmica acelular ou tela de reforço para cobrir e sustentar o implante.
Vantagens
- Uma única cirurgia principal — recuperação mais concentrada
- Sem consultas de expansão semanais
- Resultado estético definido mais cedo
- Preservação do complexo aréolo-papilar quando indicado
Limites e contraindicações
- Pele fina, isquêmica ou muito estirada após a mastectomia
- Mama grande ou muito ptosada (caída) — o volume não fecha bem
- Radioterapia prévia ou planejada — aumenta risco de contratura e extrusão
- Tabagismo ativo
- Índice de massa corporal muito elevado ou diabetes descompensado
Riscos específicos
Além dos riscos gerais de qualquer cirurgia (sangramento, infecção, trombose), o DTI tem riscos específicos: sofrimento ou necrose da pele/mamilo, extrusão do implante, contratura capsular, assimetria e necessidade de troca do implante ao longo da vida.
Recuperação
- Alta hospitalar em 24–48h, com drenos por 7–14 dias
- Sutiã pós-cirúrgico contínuo por 6 semanas
- Retorno a atividades leves em 2–3 semanas
- Exercícios de membro superior liberados progressivamente a partir da 4ª semana
- Resultado final estabilizado em 3–6 meses