Retalho robusto do dorso — sozinho ou combinado com implante — especialmente útil após radioterapia
Retalho do músculo grande dorsal
O retalho do músculo grande dorsal (latíssimo do dorso) traz pele, gordura e músculo do dorso para reconstruir a mama. É uma das técnicas mais versáteis e confiáveis, com pedículo vascular constante — funciona bem em mamas pequenas a médias, ou combinado com implante em mamas maiores.
Escrito por Dr. Fernando Amato. Revisado por Dr. Fernando Amato.
Como funciona
Um retalho de pele, gordura e do músculo grande dorsal é rotacionado do dorso para a região da mama, mantendo o pedículo vascular toracodorsal. Diferente do DIEP e TRAM, não é microcirurgia — o retalho passa por um túnel na axila mantendo seus vasos intactos.
Principais indicações
- Reconstrução após radioterapia — cobre e revasculariza tecido irradiado
- Falha ou perda de reconstrução prévia com implante
- Mama pequena a média — pode ser feito com o retalho isolado (opção autóloga)
- Mama média a grande — combinado com implante sob o retalho (técnica híbrida)
- Paciente sem tecido abdominal disponível para DIEP/TRAM
Limites
- Cicatriz adicional no dorso (horizontal, embaixo do sutiã)
- Fraqueza para movimentos de adução e rotação interna do braço — geralmente compensada por outros músculos
- Volume do retalho isolado pode não ser suficiente em mamas volumosas
- Não recomendado em atletas de alto rendimento cujo esporte dependa do latíssimo (escalada, natação competitiva, remo)
Riscos específicos
- Seroma no dorso (o mais comum) — pode exigir punções repetidas
- Cicatriz visível no dorso
- Assimetria de contorno do dorso
- Se combinado com implante, todos os riscos do implante permanecem
Recuperação
- Internação de 2–4 dias
- Drenos por 10–21 dias (o dorso costuma drenar mais que a mama)
- Cinta e sutiã pós-cirúrgico por 6 semanas
- Fisioterapia precoce para preservar amplitude do ombro
- Atividade física plena após 8–12 semanas