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Doença de Dercum: Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos

  • Autor: Fernando Amato ,
  • publicado em:

Artigo escrito com auxílio do ChatGPT-4 e revisado por Dr. Fernando Amato

A Doença de Dercum, também conhecida como adiposis dolorosa, é uma condição rara caracterizada por obesidade generalizada ou sobrepeso em combinação com tecido adiposo doloroso crônico. É um diagnóstico diferencial do lipedema. A seguir, exploraremos os principais aspectos dessa doença, incluindo sua classificação, sintomas, diagnóstico, tratamento e prognóstico.

  • 📌 Definição clara: Obesidade generalizada e tecido adiposo doloroso.
  • 📌 Classificação detalhada: Quatro formas distintas de apresentação.
  • 📌 Sintomas variados: Incluem dor, hematomas, distúrbios do sono e problemas psiquiátricos.
  • 📌 Tratamentos múltiplos: Variando de lipoaspiração a moduladores de canais de cálcio.
  • 📌 Prognóstico constante: Dor persistente ao longo do tempo.

Classificação da Doença de Dercum

A Doença de Dercum é classificada em quatro formas distintas:

  1. Forma Difusa Generalizada: Caracterizada por tecido adiposo doloroso amplamente disseminado sem a presença de lipomas claros.
  2. Forma Nodular Generalizada: Apresenta dor generalizada no tecido adiposo e dor intensa em torno de múltiplos lipomas.
  3. Forma Nodular Localizada: Caracterizada por dor em torno de múltiplos lipomas.
  4. Forma Juxta-Articular: Inclui depósitos de gordura excessiva em áreas específicas, como o aspecto medial do joelho.

Sintomas Associados

Além da dor no tecido adiposo, outros sintomas comuns da Doença de Dercum incluem:

  • Depósitos de gordura: Acúmulo de tecido adiposo em diferentes partes do corpo.
  • Hematomas fáceis: Tendência a desenvolver hematomas com facilidade.
  • Distúrbios do sono: Problemas para dormir ou manter o sono.
  • Memória prejudicada e dificuldade de concentração: Problemas cognitivos que afetam a qualidade de vida.
  • Depressão e ansiedade: Sintomas psiquiátricos que frequentemente acompanham a condição.
  • Taquicardia e falta de ar: Sintomas cardiovasculares associados.
  • Diabetes, inchaço, constipação, fadiga e fraqueza: Outros sintomas que podem estar presentes.
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Critérios Diagnósticos

O diagnóstico da Doença de Dercum é clínico e deve ser realizado por médicos experientes em dor crônica. Os critérios diagnósticos incluem:

  1. Obesidade generalizada ou sobrepeso.
  2. Dor crônica no tecido adiposo por mais de três meses.

O diagnóstico deve ser feito após a exclusão de outras condições, como fibromialgia, lipedema, panniculite, distúrbios endócrinos e distúrbios psiquiátricos primários.

Quase 40 % dos pacientes com Dercum apresentam alguma patologia autoimune, como doenças artrite reumatóide e lupus eritematoso sistêmico.

Tratamento e Manejo

Não existe um tratamento definitivo para a Doença de Dercum, mas várias abordagens podem ajudar a reduzir a dor:

  • Lipoaspiração: Pode proporcionar alívio da dor ao remover depósitos de gordura dolorosos.
  • Analgésicos e lidocaína: Incluem opções como lidocaína intravenosa e patches de lidocaína para alívio da dor.
  • Metotrexato e infliximabe: Medicamentos que mostraram algum benefício em casos isolados.
  • Interferon α-2b e corticosteroides: Outros tratamentos que podem ajudar alguns pacientes.
  • Moduladores de canais de cálcio: Medicamentos como pregabalina usados para tratar a dor neuropática.
  • Pressão hipobárica de ciclo rápido: Técnica que pode reduzir a dor em alguns pacientes.

Prognóstico

A dor na Doença de Dercum tende a ser constante ao longo do tempo, embora a intensidade possa variar. Os pacientes geralmente precisam de manejo contínuo e multidisciplinar para controlar os sintomas.

Perguntas e Respostas Frequentes

  1. O que é a Doença de Dercum? A Doença de Dercum, ou adiposis dolorosa, é uma condição rara caracterizada por obesidade generalizada e tecido adiposo doloroso.
  2. Quais são os principais sintomas da Doença de Dercum? Os principais sintomas incluem dor no tecido adiposo, depósitos de gordura, hematomas fáceis, distúrbios do sono, problemas de memória, depressão e ansiedade.
  3. Como é feito o diagnóstico da Doença de Dercum? O diagnóstico é clínico, baseado em obesidade generalizada ou sobrepeso e dor crônica no tecido adiposo por mais de três meses, após a exclusão de outras condições.
  4. Quais são as formas de tratamento disponíveis? Não há cura, mas tratamentos como lipoaspiração, analgésicos, lidocaína, metotrexato, infliximabe, interferon α-2b, corticosteroides e moduladores de canais de cálcio podem ajudar a reduzir a dor.
  5. A Doença de Dercum é mais comum em algum grupo específico? Sim, a doença é mais comum entre os 35 e 50 anos e afeta mulheres de cinco a trinta vezes mais do que homens.
  6. Quais são as possíveis causas da Doença de Dercum? As causas propostas incluem disfunção do sistema nervoso, pressão mecânica nos nervos, disfunção do tecido adiposo e trauma, mas nenhuma foi confirmada.
  7. Qual é o prognóstico para pacientes com a Doença de Dercum? A dor tende a ser constante ao longo do tempo, e o manejo contínuo e multidisciplinar é necessário para controlar os sintomas.
  8. Existem fatores genéticos envolvidos na Doença de Dercum? A maioria dos casos ocorre esporadicamente, mas há relatos de herança autossômica dominante com expressão variável.
  9. A Doença de Dercum pode ser confundida com outras condições? Sim, condições como fibromialgia, lipoedema, panniculite e distúrbios endócrinos podem ter sintomas semelhantes e devem ser excluídas antes do diagnóstico.
  10. Quais especialistas são indicados para tratar a Doença de Dercum? Especialistas em dor crônica, medicina interna, reumatologia e cirurgia plástica são indicados para o tratamento.
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Referência: Hansson E, Svensson H, Brorson H. Review of Dercum’s disease and proposal of diagnostic criteria, diagnostic methods, classification and management. Orphanet J Rare Dis. 2012;7:23. doi: 10.1186/1750-1172-7-23.

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Dr. Fernando Amato

Dr. Fernando Amato

Cirurgião Plástico CRM/SP 133826