- Cirurgia plástica
Uso de Megahair em Cirurgia Plástica: O Que Você Precisa Saber
- By Fernando Amato
Você sabia que o megahair pode causar queimaduras ou até úlcera no couro cabeludo durante uma cirurgia plástica? Entenda os riscos e como evitá-los.
O que é megahair e por que ele importa na cirurgia plástica?
O termo “megahair” se refere contudo a vários tipos de extensões capilares, muitas vezes utilizadas para fins estéticos. Existem diversos sistemas:
- Componente metálico: como microesferas (micro rings) ou clipes.
- Extensões adesivas: com fitas, cola quente ou cianoacrilato.
- Fios sintéticos: como poliéster, nylon ou PBT.
Apesar de comuns, essas extensões podem representar riscos reais durante cirurgias, especialmente se forem usados equipamentos como o bisturi elétrico monopolar.
Destaques Importantes
- ⚡ Megahair com metal pode aquecer com o bisturi elétrico
- 💤 Pode causar queimaduras graves no couro cabeludo
- ⚕️ Aumenta risco de úlcera de pressão em cirurgias longas
- 🚫 Cola e materiais sintéticos podem ser inflamáveis
- 📄 A recomendação oficial é retirar antes da cirurgia
Como o bisturi elétrico funciona e por que o risco existe?
Monopolar vs. Bipolar: o conceito
- Monopolar: a corrente elétrica sai então da caneta, atravessa o corpo e retorna por uma placa condutora. Esse é o mais utilizado na cirurgia plástica.
- Bipolar: a corrente circula apenas entre as duas pontas do instrumento. Mais seguro quando há metais no corpo.
O risco maior está associado ao uso monopolar, pois a corrente pode atravessar a região da cabeça.
Que tipo de problemas o megahair pode causar na cirurgia?
1. Queimaduras no couro cabeludo
Metais como clipes ou microesferas podem concentrar corrente elétrica, levando assim ao aquecimento localizado. Resultado: queimadura no couro cabeludo, com risco de alopecia cicatricial.
2. Úlcera de pressão occipital
A faixa dura formada pelas extensões pode então pressionar a parte de trás da cabeça durante uma cirurgia longa. Isso contudo aumenta a chance de úlcera de pressão, muitas vezes só percebida no pós-operatório.
3. Risco de fogo
Materiais sintéticos assim como a colas inflamáveis (como cianoacrilato) podem pegar fogo em contato com o eletrocautério, especialmente em cirurgias de cabeça e pescoço.
4. Dificuldades logísticas
O megahair pode dificultar:
- A fixação de coxins
- O posicionamento adequado da cabeça
- O uso de dispositivos como EEG ou BIS
O que dizem as diretrizes oficiais?
A Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) recomenda, em nota técnica:
- Evitar extensões com componentes metálicos
- Preferir bisturi bipolar se não puder retirar
- Proteger bem a região occipital
- Aproximar a placa de dispersão do campo operatório
Essas orientações se baseiam portanto em relatos de queimaduras e complicações já documentadas na literatura.
Quando a retirada do megahair é indispensável?
- Cirurgias longas em decúbito dorsal (de barriga para cima)
- Uso de bisturi elétrico monopolar
- Campo cirúrgico próximo à cabeça ou pescoço
- Presença de clipes, anéis ou microesferas metálicas
Nesses casos, a retirada é recomendada por segurança.
E se a paciente não quiser ou não puder retirar?
Em situações como urgências ou recusa da paciente, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco:
- Documentar a decisão em prontuário
- Usar bisturi bipolar, se possível
- Colocar a placa de dispersão o mais próximo possível do campo
- Usar acolchoamento generoso na região occipital
- Evitar contato de partes metálicas com superfícies condutoras
Conclusão: melhor prevenir
O megahair pode ser um acessório estético importante, mas durante a cirurgia plástica, ele pode colocar a paciente em risco. A melhor conduta é avaliar previamente e optar pela remoção sempre que houver elementos metálicos ou riscos adicionais.
Portanto, se você está se preparando para uma cirurgia plástica, informe seu cirurgião sobre o uso de extensões ou apliques de cabelo.
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📚 FAQ — Perguntas Frequentes sobre Megahair e Cirurgia Plástica
1. Posso fazer cirurgia plástica usando megahair?
Depende. Se o megahair tiver componentes metálicos, como clipes ou microesferas, o ideal então é removê-lo antes da cirurgia.
2. Por que o megahair pode causar queimadura durante a cirurgia?
Porque os metais das extensões podem aquecer com o uso do bisturi elétrico monopolar, provocando queimaduras no couro cabeludo.
3. Extensões adesivas também oferecem riscos?
Sim. Apesar de não conterem metal, podem formar áreas de pressão na nuca ou conter cola inflamável, aumentando o risco de úlcera ou ignição.
4. Qual é o tipo de bisturi mais seguro com megahair?
O bisturi bipolar, pois a corrente elétrica não atravessa o corpo inteiro, reduzindo o risco de queimaduras causadas por metais.
5. Preciso remover o megahair para uma cirurgia curta?
Se não houver metal nas extensões e a cirurgia for breve e longe da cabeça, o risco é menor, mas ainda deve ser avaliado pelo cirurgião.
6. Quais complicações o megahair pode causar durante a cirurgia?
Queimaduras, úlcera de pressão na nuca, risco de incêndio e dificuldade no posicionamento da cabeça e monitorização.
7. O que diz a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA)?
Recomenda remover extensões com metal, usar bisturi bipolar sempre que possível e proteger adequadamente a região occipital.
8. E se a paciente se recusar a remover o megahair?
É necessário então documentar a decisão e adotar medidas de mitigação, como bisturi bipolar e proteção extra da cabeça.
9. O megahair pode interferir na anestesia?
Sim. Pode atrapalhar o uso de dispositivos de monitoramento cerebral e assim dificultar a fixação da máscara ou do tubo.
10. Como saber se meu megahair tem metal?
Converse com o profissional que aplicou. Assim, se houver dúvida, é mais seguro removê-lo antes da cirurgia.
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