Existem muitos tipos de implantes mamários disponíveis hoje. Eles se diferenciam por superfície do invólucro, formato, perfil (projeção) e tipo de gel de silicone. Entender essas diferenças ajuda a escolher — junto com o cirurgião — o implante mais adequado ao seu corpo e ao resultado desejado.

1. Superfície do invólucro
A capa externa do implante pode ter diferentes acabamentos, cada um com características próprias de aderência ao tecido e comportamento biológico:
- Lisa — superfície polida. Implante “solto” dentro da loja, com movimento mais natural. Menor área de contato com o tecido.
- Texturizada — superfície com micro-relevo produzido em fábrica. Maior aderência ao tecido e menor risco de rotação em implantes anatômicos.
- Microtexturizada / nanotexturizada — geração mais recente, com textura mais fina, buscando equilíbrio entre aderência e baixa reação tecidual.
- Poliuretano (espuma) — capa revestida por espuma de poliuretano. Aderência intensa ao tecido, com taxas historicamente mais baixas de contratura capsular e baixo risco de rotação.
2. Formato
- Redondo — projeta volume tanto no polo superior quanto no inferior. Costuma dar aspecto de mama mais “cheia” em cima, com decote pronunciado. Não tem risco de rotação porque é simétrico.
- Anatômico (“gota”) — formato em gota, com mais volume no polo inferior e queda suave no polo superior. Resultado tende a parecer mais “natural”, mas exige escolha precisa do tamanho e técnica cirúrgica cuidadosa para evitar rotação.
3. Perfil (projeção)
Para um mesmo volume em mililitros, o perfil define o quanto a prótese projeta para a frente e o quanto se espalha em largura (base):
- Perfil baixo — base larga, pouca projeção. Boa para pacientes com tórax largo.
- Perfil moderado — equilíbrio entre base e projeção.
- Perfil alto — base menor, projeção maior. Decote mais pronunciado.
- Perfil extra-alto / ultra-alto — base estreita, projeção máxima. Indicado para tórax estreito ou para resultado mais marcado.
4. Tipo de gel de silicone
- Gel coesivo padrão — formato natural com bom toque.
- Gel altamente coesivo (“gummy bear”) — mantém melhor o formato projetado, especialmente em implantes anatômicos. Sensação um pouco mais firme.
O mostruário na consulta

Como escolher o implante certo
A escolha do implante não se resume ao volume em mL. O cirurgião plástico avalia:
- Largura do tórax e da base mamária.
- Espessura do tecido e qualidade da pele.
- Posição atual da mama, complexo aréolo-mamilar e sulco.
- Plano cirúrgico previsto (subglandular, subfascial, retromuscular).
- Estilo de vida e expectativa estética da paciente.
- Histórico clínico e mamário.
Não existe “melhor implante universal”
Cada combinação de superfície, formato, perfil e gel tem vantagens e limitações. Um implante de poliuretano texturizado anatômico de perfil alto é excelente para um caso — e completamente errado para outro. O melhor implante é o que cabe melhor no seu corpo e entrega o resultado que você deseja com segurança.
Mensagem ao paciente
Antes de se prender a marcas ou modelos vistos na internet, agende uma avaliação. O Dr. Fernando Amato mostra o mostruário ao vivo, mede a sua anatomia e explica em detalhes por que tal implante é indicado — ou desaconselhado — no seu caso.
Fernando C. M. Amato (CRM SP 133826) é cirurgião plástico formado pela Unifesp, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Imagens deste artigo são do consultório, com fins educativos. Conteúdo informativo — não substitui consulta médica.