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Diferenças entre os implantes mamários: superfície, formato e perfil

Guia completo das diferenças entre implantes de silicone: superfícies (lisa, texturizada, microtexturizada, poliuretano, nanotexturizada), formatos (redondo x anatômico), perfis (baixo, moderado, alto, extra-alto) e gel coesivo — explicado pelo Dr. Fernando Amato.

FADr. Fernando Amato 4 de junho de 2026 7 min de leitura

Existem muitos tipos de implantes mamários disponíveis hoje. Eles se diferenciam por superfície do invólucro, formato, perfil (projeção) e tipo de gel de silicone. Entender essas diferenças ajuda a escolher — junto com o cirurgião — o implante mais adequado ao seu corpo e ao resultado desejado.

Comparativo de implantes mamários com diferentes superfícies (lisa, texturizada, microtexturizada, poliuretano) e formatos (redondo e anatômico) sobre fundo escuro
Mostruário com diferentes implantes mamários: superfícies (lisa, texturizada, microtexturizada, poliuretano) e formatos (redondo e anatômico/gota) lado a lado.

1. Superfície do invólucro

A capa externa do implante pode ter diferentes acabamentos, cada um com características próprias de aderência ao tecido e comportamento biológico:

  • Lisa — superfície polida. Implante “solto” dentro da loja, com movimento mais natural. Menor área de contato com o tecido.
  • Texturizada — superfície com micro-relevo produzido em fábrica. Maior aderência ao tecido e menor risco de rotação em implantes anatômicos.
  • Microtexturizada / nanotexturizada — geração mais recente, com textura mais fina, buscando equilíbrio entre aderência e baixa reação tecidual.
  • Poliuretano (espuma) — capa revestida por espuma de poliuretano. Aderência intensa ao tecido, com taxas historicamente mais baixas de contratura capsular e baixo risco de rotação.

2. Formato

  • Redondo — projeta volume tanto no polo superior quanto no inferior. Costuma dar aspecto de mama mais “cheia” em cima, com decote pronunciado. Não tem risco de rotação porque é simétrico.
  • Anatômico (“gota”) — formato em gota, com mais volume no polo inferior e queda suave no polo superior. Resultado tende a parecer mais “natural”, mas exige escolha precisa do tamanho e técnica cirúrgica cuidadosa para evitar rotação.

3. Perfil (projeção)

Para um mesmo volume em mililitros, o perfil define o quanto a prótese projeta para a frente e o quanto se espalha em largura (base):

  • Perfil baixo — base larga, pouca projeção. Boa para pacientes com tórax largo.
  • Perfil moderado — equilíbrio entre base e projeção.
  • Perfil alto — base menor, projeção maior. Decote mais pronunciado.
  • Perfil extra-alto / ultra-alto — base estreita, projeção máxima. Indicado para tórax estreito ou para resultado mais marcado.

4. Tipo de gel de silicone

  • Gel coesivo padrão — formato natural com bom toque.
  • Gel altamente coesivo (“gummy bear”) — mantém melhor o formato projetado, especialmente em implantes anatômicos. Sensação um pouco mais firme.

O mostruário na consulta

Dr. Fernando Amato apresentando mostruário de implantes mamários no consultório, com diferentes tamanhos, formatos e superfícies organizados em bandeja de acrílico
No consultório, o Dr. Fernando Amato apresenta um mostruário completo com implantes de diferentes tamanhos, formatos, superfícies e perfis — para que a paciente possa tocar, sentir o peso e visualizar o que cada opção representa.

Como escolher o implante certo

A escolha do implante não se resume ao volume em mL. O cirurgião plástico avalia:

  • Largura do tórax e da base mamária.
  • Espessura do tecido e qualidade da pele.
  • Posição atual da mama, complexo aréolo-mamilar e sulco.
  • Plano cirúrgico previsto (subglandular, subfascial, retromuscular).
  • Estilo de vida e expectativa estética da paciente.
  • Histórico clínico e mamário.

Não existe “melhor implante universal”

Cada combinação de superfície, formato, perfil e gel tem vantagens e limitações. Um implante de poliuretano texturizado anatômico de perfil alto é excelente para um caso — e completamente errado para outro. O melhor implante é o que cabe melhor no seu corpo e entrega o resultado que você deseja com segurança.

Mensagem ao paciente

Antes de se prender a marcas ou modelos vistos na internet, agende uma avaliação. O Dr. Fernando Amato mostra o mostruário ao vivo, mede a sua anatomia e explica em detalhes por que tal implante é indicado — ou desaconselhado — no seu caso.


Fernando C. M. Amato (CRM SP 133826) é cirurgião plástico formado pela Unifesp, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Imagens deste artigo são do consultório, com fins educativos. Conteúdo informativo — não substitui consulta médica.

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