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O que é Clitoromegalia?

Clitoromegalia é o termo médico para o aumento do clítoris acima do tamanho considerado normal (glande maior que 10 mm na mulher adulta). Pode ser congênita (presente desde o nascimento) ou adquirida (desenvolvida ao longo da vida). O diagnóstico diferencial é essencial — antes d

FADr. Fernando Amato 25 de agosto de 2025 3 min de leitura
hermafrodita

Clitoromegalia é o termo médico para o aumento do clítoris acima do tamanho considerado normal (glande maior que 10 mm na mulher adulta). Pode ser congênita (presente desde o nascimento) ou adquirida (desenvolvida ao longo da vida). O diagnóstico diferencial é essencial — antes de pensar em cirurgia, é preciso entender por que o clítoris está aumentado.

Definição e medidas de referência

O tamanho normal da glande do clítoris em adultas situa-se entre 3,7 mm e 10 mm. Acima disso, considera-se clitoromegalia. Em recém-nascidas e crianças há tabelas específicas de referência por idade — a avaliação na infância exige protocolo endocrinológico.

Causas — diagnóstico diferencial

Causas congênitas

  • Hiperplasia adrenal congênita (HAC) — deficiência da 21-hidroxilase é a forma clássica; produz excesso de androgênios desde a vida fetal.
  • Distúrbios do desenvolvimento sexual — síndromes raras que envolvem cromossomos e diferenciação gonadal.
  • Exposição materna a androgênios na gestação — uso inadvertido de medicações androgênicas.

Causas adquiridas

  • Uso de testosterona ou anabolizantes — causa mais frequente de clitoromegalia adquirida em consultório hoje, ligada ao crescimento do uso de hormônios em academias.
  • SOP em forma hiperandrogênica — clitoromegalia leve a moderada pode acompanhar hirsutismo e acne.
  • Tumores produtores de androgênios — ovarianos (arrenoblastoma) ou adrenais. Crescimento rápido do clítoris em mulher adulta exige investigação imediata.
  • Síndrome de Cushing e outras endocrinopatias.

Como é o investigação clínica

A investigação combina:

  • Anamnese: idade de início, velocidade do crescimento, uso de hormônios, ciclo menstrual, fertilidade.
  • Exame físico: medida da glande do clítoris, avaliação de pelos (escala de Ferriman-Gallwey), acne, distribuição de gordura corporal.
  • Laboratório: testosterona total e livre, SHBG, DHEA-S, 17-OH-progesterona, prolactina, TSH, cortisol.
  • Imagem: ultrassom pélvico (ovários policísticos, tumores ovarianos); ressonância de adrenais se DHEA-S elevado.
  • Genética / cariótipo: em casos congênitos ou com ambiguidade genital.

Tratamento

1. Tratar a causa. Suspender anabolizantes, controlar a SOP, repor cortisol na HAC, ressecar tumor produtor de androgênio. Parte do aumento do clítoris pode regredir.

2. Cirurgia (clitoroplastia). Indicada quando o aumento persiste após o tratamento da causa, quando a causa é anatômica, ou quando o desconforto físico e psicológico é significativo. As técnicas modernas — clitorotomia subcutânea e clitoropexia — reduzem o volume preservando o feixe vásculo-nervoso dorsal do clítoris, mantendo a sensibilidade.

Quando procurar avaliação

Crescimento recente, sintomas associados (alterações menstruais, pelos, voz, acne severa) ou desconforto persistente são indicações claras para avaliação especializada. A abordagem ideal é multidisciplinar — ginecologista, endocrinologista e cirurgião plástico atuando juntos.

Perguntas frequentes

O que é clitoromegalia?

Clitoromegalia é o termo médico para clítoris aumentado — glande maior que 10 mm em adultas ou desproporcional ao desenvolvimento na infância. Pode ser congênita ou adquirida.

Quais são as principais causas de clitoromegalia?

As causas mais comuns são: variação anatômica individual; uso de testosterona ou anabolizantes; síndrome dos ovários policísticos (SOP); hiperplasia adrenal congênita; tumores produtores de androgênios (raros); e distúrbios do desenvolvimento sexual.

Como é feito o diagnóstico diferencial?

Combina exame físico, anamnese (uso de hormônios, idade de início), dosagens hormonais (testosterona, DHEA-S, 17-hidroxiprogesterona, SHBG), ultrassom pélvico e, em casos selecionados, ressonância de adrenais ou cariótipo.

Clitoromegalia tem cura?

Quando há causa hormonal, o tratamento dessa causa (suspensão do anabolizante, controle da SOP, reposição na hiperplasia adrenal) pode reduzir parcialmente o clítoris. Quando a causa é anatômica ou o aumento persiste, a clitoroplastia oferece correção definitiva.

A cirurgia de redução do clítoris é segura?

Sim, quando realizada por cirurgião plástico experiente em cirurgia íntima. As técnicas modernas (clitorotomia subcutânea, clitoropexia) preservam o feixe vásculo-nervoso dorsal, mantendo a sensibilidade e a capacidade de orgasmo.

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