Por que a simetrização é importante
A mama reconstruída tende a ser mais firme e estável do que a mama natural, que sofre ação da gravidade e do tempo. Ajustar a mama contralateral devolve harmonia ao decote e à silhueta.
Além do impacto estético, a simetrização melhora a aceitação corporal pós-câncer e simplifica a escolha de roupas e sutiãs.
Técnicas mais utilizadas
- Mamoplastia redutora — diminui mamas grandes para igualar o lado reconstruído
- Mastopexia — eleva e reposiciona mamas caídas
- Aumento com prótese — em casos em que o lado reconstruído ficou maior
- Lipoenxertia complementar — refinamento de contorno em ambos os lados
Quando fazer a simetrização
Pode ser realizada no mesmo tempo da reconstrução principal (especialmente nas reconstruções imediatas) ou em uma segunda cirurgia, após o lado reconstruído ter se estabilizado.
O Dr. Fernando Amato avalia caso a caso o momento ideal para garantir o melhor resultado e a menor quantidade total de cirurgias.
Indicações principais
- Reconstrução unilateral com assimetria significativa
- Diferença de volume, forma ou posição entre os lados
- Mamas naturais grandes ou ptóticas no lado oposto
- Resultados antigos de reconstrução que perderam simetria com o tempo
Vantagens
- +Resultado estético global mais natural
- +Coberta pela Lei 12.802/2013 em pacientes oncológicas
- +Pode integrar mamoplastia desejada há anos pela paciente
Limitações
- −Adiciona cirurgia ao plano reconstrutivo
- −Cicatrizes na mama contralateral
- −Pequena assimetria residual sempre é possível
Perguntas frequentes
- Posso recusar a simetrização?
- Sim, a indicação é sempre individualizada. Algumas pacientes preferem manter a mama oposta intacta, especialmente quando a assimetria é discreta.
- A simetrização é coberta pelo plano de saúde?
- Sim, em pacientes oncológicas. A Lei 12.802/2013 garante reconstrução e simetrização pelo SUS e pela saúde suplementar.
- Quanto tempo após a reconstrução posso fazer a simetrização?
- Em média entre 3 e 6 meses, quando a mama reconstruída já está estabilizada.
- A simetrização interfere na amamentação futura?
- Em mulheres em idade fértil, técnicas que preservam ductos e glândulas são preferidas, mas a recomendação é avaliada caso a caso.