Reconstrução aloplástica (com implantes)
Usa expansor temporário e/ou implante de silicone para devolver volume à mama. É a técnica mais utilizada no mundo, especialmente em reconstruções imediatas.
Pode ser feita em um tempo (implante direto) ou em dois tempos (expansor + troca por implante definitivo). A escolha depende da pele disponível, do plano cirúrgico e da expectativa de radioterapia.
- Cirurgia menos invasiva e tempo operatório mais curto
- Sem cicatrizes em áreas doadoras
- Resultados muito naturais com implantes Motiva Ergonomix2®
Reconstrução autóloga (com tecido próprio)
Utiliza tecido da própria paciente (abdome, dorso ou glúteo) para reconstruir a mama. Os retalhos mais comuns são o TRAM e o DIEP (abdome) e o grande dorsal (dorso).
Resulta em mama que envelhece junto com a paciente, sem necessidade de troca futura de prótese. É a primeira escolha em pacientes que receberam ou receberão radioterapia.
- Sensação e comportamento mais próximos do tecido natural
- Resultado durável, sem necessidade de troca de implante
- Cirurgia mais longa, com cicatriz em área doadora
Reconstrução híbrida
Combina retalho próprio (geralmente grande dorsal) com implante de silicone. É indicada quando o volume desejado não pode ser alcançado apenas pelo tecido próprio.
Permite reconstruir mamas maiores em pacientes magras, com bom equilíbrio entre naturalidade e projeção.
Indicações principais
- Pós-mastectomia uni ou bilateral
- Mastectomia profilática (mutação BRCA1/BRCA2)
- Sequelas de cirurgia conservadora
- Pacientes em reconstrução tardia após anos de mastectomia
Vantagens
- +Variedade de técnicas para cada perfil clínico
- +Possibilidade de simetrização no mesmo plano
- +Resultado funcional e estético comprovado por décadas
Limitações
- −Pode requerer mais de uma etapa cirúrgica
- −Algumas técnicas exigem internação prolongada
- −Resultado final só é avaliado entre 6 e 12 meses
Perguntas frequentes
- Qual técnica de reconstrução é a melhor?
- Não existe técnica universalmente melhor — a escolha é individualizada conforme histórico oncológico, tratamento (cirurgia, quimio, radio), biotipo, pele disponível e expectativa da paciente.
- Tenho direito à reconstrução pelo SUS ou plano de saúde?
- Sim. A Lei 12.802/2013 garante reconstrução mamária imediata ou tardia para toda paciente que perdeu uma mama por câncer, pelo SUS e pela saúde suplementar.
- É possível reconstruir as duas mamas?
- Sim. Em mastectomia bilateral ou em casos profiláticos, ambas as mamas são reconstruídas, geralmente no mesmo tempo cirúrgico.
- A reconstrução interfere no tratamento do câncer?
- Não. Quando bem planejada, a reconstrução não atrasa nem prejudica quimioterapia ou radioterapia subsequentes.