Mamoplastia com tela: o que é e quando pode ser indicada

A mamoplastia com tela é uma técnica em que o cirurgião usa uma malha cirúrgica para reforçar a sustentação da mama. Esse recurso pode ser utilizado em algumas mastopexias, mamoplastias redutoras, cirurgias sem prótese, revisões mamárias ou procedimentos associados a implantes.

A tela funciona como um suporte interno. Por isso, muitas vezes é chamada de “sutiã interno”. Esse nome ajuda a entender a ideia, mas precisa ser interpretado com cautela: a tela não impede totalmente a queda da mama, não paralisa o envelhecimento e não garante resultado permanente.

O objetivo é oferecer sustentação adicional em casos selecionados, principalmente quando há flacidez importante, pele fina, perda de firmeza dos tecidos ou maior risco de nova queda da mama ao longo do tempo.

O que é mamoplastia com tela

A Mamoplastia é uma cirurgia de remodelamento das mamas. Pode ter finalidade redutora, estética, reparadora ou de levantamento, dependendo da necessidade da paciente.

Na mamoplastia com tela, uma malha cirúrgica é posicionada dentro da mama para reforçar os tecidos. Ela pode ajudar a sustentar o polo inferior, que é a parte de baixo da mama e uma das regiões mais sujeitas ao alongamento com o tempo.

Existem diferentes tipos de telas. Algumas são absorvíveis, ou seja, são gradualmente reabsorvidas pelo organismo. Durante esse processo, espera-se que ocorra formação de tecido de sustentação ao redor da área tratada.

Mamoplastia com tela e sutiã interno

O termo “sutiã interno” descreve uma técnica de suporte por dentro da mama. A tela pode funcionar como uma espécie de rede, ajudando a distribuir melhor o peso do tecido mamário.

Esse conceito é mais discutido em pacientes com ptose mamária, que é a queda das mamas. A ptose pode ocorrer por envelhecimento, gravidez, amamentação, variações de peso, genética e perda de elasticidade da pele.

Na Mastopexia, a tela pode ser considerada quando o cirurgião identifica maior risco de perda de sustentação. Ainda assim, ela não é necessária em todos os casos.

Quando a tela pode ser considerada

A mamoplastia com tela pode ser avaliada em pacientes com:

  • flacidez importante;
  • pele fina ou com muitas estrias;
  • mamas com tendência à queda;
  • grande perda de peso;
  • cirurgias mamárias anteriores;
  • recidiva de ptose após mastopexia;
  • necessidade de reforço em cirurgias com ou sem implante.

Em cirurgias com Prótese, a tela pode ser usada em casos específicos para ajudar na estabilidade do implante ou corrigir alterações de cirurgias anteriores. Essa indicação, porém, deve ser feita com bastante critério.

Na mamoplastia sem prótese, a tela pode ajudar a sustentar o próprio tecido da paciente. Ela não aumenta a mama como uma prótese, mas pode contribuir para melhor suporte interno quando há tecido suficiente para remodelar.

A tela substitui a prótese?

Não. A tela e a prótese têm funções diferentes.

A prótese aumenta ou repõe volume. A tela sustenta os tecidos. Por isso, uma paciente que deseja aumento importante do tamanho das mamas pode não atingir esse objetivo apenas com a tela.

Em alguns casos, o cirurgião pode discutir alternativas como mastopexia sem prótese, prótese, lipoenxertia ou combinação de técnicas. A escolha depende do volume atual da mama, qualidade da pele, grau de queda e expectativa da paciente.

Quais são os possíveis benefícios

O principal benefício da mamoplastia com tela é o reforço estrutural. A técnica busca reduzir a dependência da pele como única responsável pela sustentação da mama.

Isso pode ser útil porque a pele, quando está frágil ou muito esticada, tende a ceder com mais facilidade. A tela pode ajudar a distribuir forças internas e dar suporte ao tecido reposicionado.

Em pacientes bem selecionadas, esse reforço pode contribuir para melhor manutenção do formato. No entanto, os estudos ainda apresentam limitações, e não é correto prometer maior durabilidade para todas as pacientes.  

Quais são as limitações

A tela não impede o envelhecimento da mama. Também não evita completamente os efeitos da gravidade, das oscilações de peso, de futuras gestações ou da perda natural de elasticidade.

Ela também não corrige sozinha excesso de pele, assimetrias, aréolas muito baixas ou falta de volume. Esses pontos dependem da técnica cirúrgica escolhida.

Por isso, a tela deve ser vista como um recurso complementar. Ela pode ajudar em alguns casos, mas não substitui planejamento cirúrgico adequado.

Riscos e cuidados

Toda cirurgia de mama envolve riscos, como hematoma, seroma, infecção, alterações de sensibilidade, abertura de pontos, cicatrizes alargadas, assimetrias e necessidade de retoque.

Quando se usa tela, também existem riscos relacionados ao biomaterial, como inflamação, acúmulo de líquido, infecção, endurecimento local, palpabilidade ou exposição da tela. Esses eventos não são obrigatórios, mas precisam ser discutidos antes da cirurgia.

O Pré-operatório é importante para reduzir riscos. Avaliação clínica, exames, controle de doenças, suspensão do tabagismo quando indicada e revisão de medicamentos fazem parte do planejamento seguro.

Mamoplastia com tela dura mais?

Essa é uma dúvida frequente. A resposta mais adequada é: pode ajudar na sustentação em casos selecionados, mas não garante que o resultado dure mais em todas as pacientes.

A durabilidade depende de vários fatores, como qualidade da pele, peso da mama, técnica cirúrgica, cicatrização, genética, hábitos de vida e variações de peso.

Portanto, a indicação deve ser individual. A tela pode ser útil quando existe um motivo técnico claro para reforçar os tecidos.

Para quem pode não ser indicada

A mamoplastia com tela pode não ser a melhor opção para pacientes com risco cirúrgico elevado, infecção ativa, doenças descompensadas ou expectativas incompatíveis com o procedimento.

Também exige cautela em fumantes, pois o cigarro prejudica a circulação e a cicatrização. Em cirurgias com maior descolamento ou uso de biomateriais, esse risco pode ser ainda mais relevante.

A melhor indicação ocorre quando há equilíbrio entre segurança, anatomia, desejo da paciente e benefício real da técnica.

Conclusão

A mamoplastia com tela é uma opção técnica para reforçar a sustentação interna das mamas. Pode ser útil em casos de flacidez importante, tecidos frágeis, cirurgias revisionais ou maior risco de queda recorrente.

Apesar disso, a tela não garante resultado definitivo, não substitui a prótese quando o objetivo é aumento de volume e não deve ser usada sem critério.

A decisão deve ser feita após avaliação individual com cirurgião plástico, considerando qualidade da pele, formato da mama, histórico clínico, riscos e expectativas realistas.

FAQ

Mamoplastia com tela é igual a mastopexia?

Não. Mastopexia é a cirurgia para levantar as mamas. A tela é apenas um recurso que pode ser usado em algumas mastopexias para reforçar a sustentação.

A tela substitui a prótese de silicone?

Não. A prótese aumenta volume. A tela oferece suporte. Elas têm funções diferentes.

A tela fica para sempre no corpo?

Depende do material. Algumas telas são absorvíveis e desaparecem gradualmente. Outras podem ser permanentes, conforme a indicação cirúrgica.

Mamoplastia com tela evita que a mama caia novamente?

Não evita completamente. Pode ajudar na sustentação, mas a mama continua sujeita ao envelhecimento, gravidade, variações de peso e qualidade da pele.

Toda paciente com flacidez precisa de tela?

Não. Muitas pacientes têm bom resultado com técnicas convencionais. A tela costuma ser considerada quando há maior risco de perda de sustentação.

A tela aumenta o risco da cirurgia?

Pode adicionar riscos específicos, como seroma, infecção, inflamação ou palpabilidade. Por isso, o benefício precisa justificar seu uso.

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