Silicone para cicatrizes: fita, placa, uso e evidências
Entenda quando fita, placa ou gel de silicone podem ser usados em cicatrizes, quais cuidados tomar e o que as evidências mostram sobre resultados e limitações.
Conteúdo aprovado pelo Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico (SBCP).
Orientações apoiadas em recomendações internacionais sobre manejo de cicatrizes.
Não substitui a avaliação individual com seu cirurgião ou dermatologista.
Escolha o guia certo para o seu caso

Fita de silicone no pós-operatório: quando usar e cuidados
Uso da fita em cicatrizes de abdominoplastia, mamoplastia, lipo e outras cirurgias. Como aplicar, tempo de uso e sinais de alerta.
Ler guia completo
Fita de silicone na cicatriz da cesárea: quando e como usar
Quando iniciar após a cesárea, como aplicar em cada fase do puerpério, cuidados com a pele e sinais de alerta.
Ler guia completo
Placa de silicone para queloide: indicações, limites e cuidados
Papel da placa de silicone no tratamento de queloides e cicatrizes hipertróficas, limitações e quando associar outros tratamentos.
Ler guia completoComo escolher entre fita e placa de silicone
A decisão depende de três variáveis: tipo da cicatriz, região do corpo e tempo de uso planejado. Para cicatrizes lineares recentes (até 6 meses) em áreas de movimento — abdominoplastia, cesárea, mamoplastia —, a fita autoadesiva é a escolha padrão porque acompanha o movimento sem descolar. Para queloides já estabelecidos ou cicatrizes hipertróficas em áreas mais planas (ombro, esterno, orelha após brincos), a placa rígida oferece oclusão mais estável e pode ser reutilizada por semanas. Em face, dobras e áreas irregulares, o gel de silicone é uma alternativa quando a fita não adere bem.
A evidência de eficácia é silicone-específica, não marca-específica. A revisão de Mustoe et al. (2002) e a atualização de Monstrey et al. (2014) estabelecem o silicone tópico como primeira linha na prevenção e no tratamento inicial de cicatrizes hipertróficas e queloides — o critério de escolha, portanto, é formato, dimensões, aderência, tolerância da pele e possibilidade de reutilização — não o fabricante. Os resultados variam: o silicone pode reduzir relevo, vermelhidão e coceira, mas não apaga a cicatriz e, em queloides estabelecidos, costuma precisar de tratamentos associados.
Referências clínicas
- Mustoe TA, Cooter RD, Gold MH, Hobbs FDR, Ramelet AA, Shakespeare PG, Stella M, Téot L, Wood FM, Ziegler UE. International clinical recommendations on scar management. Plast Reconstr Surg. 2002;110(2):560-71.
- Monstrey S, Middelkoop E, Vranckx JJ, et al. Updated scar management practical guidelines. J Plast Reconstr Aesthet Surg. 2014;67(8):1017-25.
- Gold MH, McGuire M, Mustoe TA, et al. Updated international clinical recommendations on scar management. Dermatol Surg. 2014;40(8):817-24.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre fita e placa de silicone?
A fita é flexível, autoadesiva e ideal para cicatrizes lineares em áreas que dobram (barriga, mama, cesárea). A placa é mais rígida, reutilizável e recomendada para queloides já estabelecidos ou áreas planas. Ambas atuam pelo mesmo princípio: oclusão + hidratação da cicatriz.
Quando posso começar a usar silicone depois da cirurgia?
Assim que a ferida estiver totalmente fechada, sem crostas nem pontos, geralmente entre 10 e 21 dias após a cirurgia. Antes disso, o silicone pode macerar a pele.
Por quanto tempo preciso usar?
A recomendação padrão é de 12 a 23 horas por dia, por 8 a 12 semanas contínuas. Em pacientes com histórico de queloide, o tempo pode se estender para 6 meses.
Silicone dá alergia?
É raro: o silicone médico é inerte. Se aparecer vermelhidão, coceira intensa ou bolhas, a causa costuma ser o adesivo, não o silicone. Nesses casos, prefira uma placa reutilizável (sem adesivo) ou uma fita hipoalergênica.
Silicone funciona para cicatrizes antigas?
Funciona parcialmente. O ganho maior ocorre nos primeiros 6 meses após a cirurgia. Depois de 1 ano, o silicone ajuda em queloides e hipertróficas, mas os resultados são mais lentos e geralmente pedem combinação com corticoide intralesional ou laser.
Cuidado com a cicatriz
Sua cirurgia ainda não foi marcada?
Agende uma avaliação com o Dr. Fernando Amato para planejar a cirurgia com o menor trauma tecidual possível — o primeiro passo para uma cicatriz mais discreta é a técnica cirúrgica.
Agendar avaliaçãoContinue por aqui
Selecionamos os conteúdos mais próximos do que você está lendo — pelo tema, não pela data de publicação.
- ArtigoCicatriz coçando: o que significaPrurido cicatricial: quando é fisiológico e quando é sinal de alerta.Ler
- HubPós-operatório em cirurgia plásticaHub do acompanhamento pós-operatório: retornos, curativos, drenos, edema, sinais de alerta, retorno ao trabalho e à atividade física.Ler
- ArtigoMelhor fita de silicone para cicatrizComparativo prático entre fitas e placas de silicone por região.Ler