Esta página não traz preço de tabela — porque "blefaroplastia a laser" pode significar coisas muito diferentes: só pálpebra superior, só inferior, as quatro, com ou sem resurfacing, transconjuntival ou com cicatriz externa. O que importa é entender o que compõe o orçamento e quais itens não devem ser cortados para baratear.
O que influencia o preço final
- Extensão — 2 pálpebras (só superior ou só inferior) ou 4 pálpebras.
- Técnica — transconjuntival (sem cicatriz externa) costuma exigir mais tempo cirúrgico; combinação com resurfacing também.
- Anestesia — local + sedação x anestesia geral, com presença integral de anestesista titular SBA.
- Hospital — nível 2/3 com recuperação adequada; centros menores reduzem custo, mas é preciso confirmar equipamentos e equipe.
- Equipe — cirurgião titular SBCP com RQE, auxiliar e instrumentador.
- Pós-operatório incluído — quantos retornos, curativos, drenagem (se houver).
Os itens que devem estar no orçamento (detalhado por item)
- Honorário do cirurgião plástico + auxiliar
- Honorário do anestesista titular SBA
- Diária(s) hospitalar(es) + material
- Uso do laser de CO₂ (taxa de equipamento)
- Resurfacing periorbital (se combinado)
- Retornos inclusos (quantos)
- Cobertura de revisão em caso de complicação
O que NÃO cortar para baratear
- Cirurgião plástico titular SBCP com RQE em cirurgia plástica
- Anestesista titular SBA com presença integral
- Hospital ou centro cirúrgico adequado
- Marcação pré-operatória de pé e exame oftalmológico quando indicado
Pegadinhas comuns de orçamento
- "Pacote fechado" sem listar anestesista (acaba sendo cobrado depois)
- Resurfacing "grátis" que vira sessões extras pagas no pós
- Centro cirúrgico não certificado / consultório adaptado
- Sem retornos inclusos no preço
Como pedir orçamento sério
- Avaliação presencial — exame das pálpebras, função e oftalmológico se indicado
- Definição da técnica (quais pálpebras, com/sem resurfacing, transconjuntival ou não)
- Orçamento por escrito, com cada item discriminado
- Confirmar RQE no site do CRM-SP
- Comparar orçamentos do mesmo nível técnico (hospital + equipe equivalentes)
Perguntas frequentes
- Quanto custa uma blefaroplastia a laser?
- Não existe preço de tabela: depende da extensão (só superior, só inferior, ou as 4 pálpebras), técnica (transconjuntival, com resurfacing periorbital), anestesia (local com sedação x geral), hospital e equipe. Orçamento sério só é fechado após avaliação presencial.
- Plano de saúde cobre blefaroplastia?
- Cobertura existe quando há indicação funcional comprovada — excesso de pele palpebral superior reduzindo o campo visual (dermatocálase com déficit visual), com exame oftalmológico (campimetria) e laudo. Blefaroplastia puramente estética não é coberta.
- Por que blefaroplastia a laser custa mais que com bisturi?
- Custo de equipamento (laser de CO₂ é caro), manutenção, peças consumíveis e o tempo cirúrgico pode ser maior quando se associa resurfacing. Em centros que já têm o equipamento, a diferença é pequena.
- Posso parcelar?
- Sim — parcelamento direto, financiamento médico ou cartão. O essencial é não cortar segurança: cirurgião plástico titular SBCP, anestesista titular SBA e hospital adequado.
- Resurfacing periorbital sai de graça quando feito junto?
- Não — é um procedimento adicional. Mas, quando combinado, costuma haver desconto de combinação porque o ambiente cirúrgico, a anestesia e a equipe já estão alocados.
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Fernando C. M. Amato (CRM-SP 133826) é médico com mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS). Conteúdo educativo — não substitui avaliação médica presencial.